NOTA OFICIAL

Referente aos ocorridos na partida Londrina e Brasil, no Estádio do Café, no último sábado (1)

O Grêmio Esportivo Brasil, aos seus 103 anos de existência, faz história no futebol pelotense e chega a sua primeira final de campeonato nacional. Outrora terceiro colocado do Brasileiro da primeira divisão, o clube agora disputará a taça da Série D do certame nacional. Com muitas dificuldades e superando barreiras quase que intransponíveis, a agremiação fez da união do time e da torcida combustível para voar alto e reconquistar o seu espaço de destaque no futebol brasileiro. Sempre respeitando a todos, chegamos até aqui de forma humilde, o que muitas vezes não fora retribuído por nossos adversários.

Depois de conquistarmos o acesso à Série C do Brasileiro e encantarmos o Brasil inteiro com a festa e devoção da nossa apaixonada torcida, chegamos à fase semifinal da competição e encaramos um duro e competente adversário, o Londrina, atual campeão paranaense. Mas o que parecia encaminhar-se para dois duelos de equipes maduras e de clubes focados em novos rumos do futebol acabou com a prova de que ainda, em pleno Século XXI, existem pessoas que buscam promover situações que muito relembram os campos de batalhas da Idade Média.

Feito guerreiros, enfrentamos, dentro do campo, as qualidades do adversário e as nossas limitações. Não deixamos de ousar um minuto sequer e conquistamos, com competência, um resultado espetacular no Bento Freitas, diante de uma magnífica torcida, linda e apaixonada. A vitória por 3 a 1 nos dava uma ampla vantagem, mas que precisava ser confirmada dentro de campo. Nos preparamos para ir a Londrina e buscar a vaga na final com muita luta, mas essa luta no sentido figurado, dentro do campo, e não promovendo um festival de socos e pontapés fora do campo.

Fomos recebidos por uma comunidade que vive intensamente o futebol e nos preparávamos para uma grande decisão, com direito a um bom jogo de futebol e festa das torcidas, tão devotas aos seus clubes. Mas não foi o que aconteceu. Já na chegada, as tradicionais provocações. Gritos, xingamentos e muitos fogos de artifício por parte da torcida local se misturavam a declarações infelizes de dirigentes da equipe adversária e de posições nada imparciais e responsáveis da imprensa local.

E tal clima foi repetido no dia do jogo. A nossa torcida, que não se importa com distâncias, foi recebida a pedras nas imediações do estádio do Café. A nossa delegação precisou amontoar-se em um vestiário que parecia celas prisionais dos piores presídios brasileiros. A imprensa local e dirigentes do Londrina, que deveriam deixar o duelo para dentro do campo, promoviam um clima hostil e propício para um final pouco agradável.

Dentro do campo e com a bola rolando, fomos, pouco a pouco, encarando a pressão da equipe da casa e buscando aumentar a nossa vantagem, o que ocorrera nos dois gols do nosso artilheiro Nena. Mas a tensão aumentou ainda mais quando, depois de descontar o placar, o Londrina, em um gol totalmente irregular, chegou ao empate. Embora o resultado ainda nos favorecesse, o técnico Rogério Zimmermann questionou a não marcação do impedimento e acabou expulso de campo. Na sua saída, cenas que jamais deverão se repetir, seja o campeonato que for.

Dirigentes, torcedores e integrantes da equipe paranaense invadiram o campo e partiram para a agressão física ao treinador rubro-negro. Não bastasse a tensão do jogo, a confusão ganhou mais ingredientes que fizeram dela, a parte mais negativa desta semifinal. Durante o empurra-empurra, e das agressões dos incontroláveis paranaenses, um repórter cinematográfico da RBS TV Pelotas, afiliada da Rede Globo, Jefferson Kickhofel,  foi agredido covardemente por mais de 15 integrantes do Londrina. Percebendo tamanha covardia, Eduardo Martini, o goleiro Xavante, foi, de forma heróica, até o local para defender o câmera, espantando os agressores londrinenses . Assim, o arqueiro rubro-negro também foi agredido covardemente, onde nova confusão foi armada.

Além de querer cercear o direito de a imprensa pelotense trabalhar e agredir covardemente a delegação do Grêmio Esportivo Brasil, os dirigentes do Londrina e a imprensa local que fazia a cobertura do jogo, incitavam para que a violência aumentasse, o que nada condiz com a grandeza dos clubes e da decisão que disputavam.

Diante dos fatos e da repercussão negativa dos mesmos, inclusive contando com parte da imprensa nacional veiculando a versão equivocada e maldosa das testemunhas paranaenses, o Grêmio Esportivo Brasil vem, por meio desta nota, repudiar todos os atos de violência que ocorreram no estádio do Café, na noite do sábado, 1° de novembro, e reforçar o compromisso do clube com a paz no futebol. O GE Brasil aproveita, ainda, para ressaltar o papel dos integrantes da sua delegação que, a todo o momento, buscaram evitar os enfrentamentos físicos e procuraram acalmar os ânimos de uma já tensa partida.

Diretoria Executiva do GE Brasil


Jonathan Silva
Assessoria de Imprensa GE Brasil
Axact

Canguçu Sports

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