Conquistas, glórias, decepções, superação, amor e muita paixão são elementos que compõe essa secular trajetória de um clube do Rio Grande do Sul. Dono de grandes feitos, principalmente com a sua apaixonada torcida que move barreiras para acompanhar o seu clube de coração, o Grêmio Esportivo Brasil terá, no próximo domingo (16), às 17h, o jogo mais importante dos seus 103 anos de história. Depois de recolocar o rubro-negro na primeira divisão estadual e conquistar o acesso à Série C, os comandados do técnico Rogério Zimmermann querem fechar 2014 com o título da Série D do Campeonato Brasileiro. O desafio será em Muriaé, contra a Tombense. Depois do 0 a 0 no Bento Freitas, qualquer empate com gols ou vitória simples dá a taça ao Clube do Povo.

A tarefa que já era difícil, ganhou elementos que deixam ainda mais todos os envolvidos com esta decisão com o desejo da vitória. O Brasil terá ao todo onze pessoas, sendo sete atletas e quatro membros da comissão técnica, suspensos para a partida em virtude de uma decisão do Superior Tribunal de Justiça Desportiva. Motivação para vencer mais esse desafio não faltará aos guerreiros que estarão em campo, assim como não faltar ar nos pulmões da Maior e Mais Fiel cantar, Brasil afora, os gritos que empurram os aguerridos Xavantes. Mais uma vez a frase do hino Xavante se fará valer, e as cores do clube serão o sangue e a raça dos jogares em Minas Gerais.

Não há um apaixonado por futebol no mundo que não reconheça as façanhas do Brasil. Primeiro campeão gaúcho. Feito conquistado em 1919, o clube coleciona troféus ao longo da sua história. Mas foram os feitos que não vieram acompanhados de taças que marca uma trajetória de luta e superação. É óbvio que os diversos títulos citadinos, as Copas conquistas e os torneios vencidos são importantes, mas há um feito que marcou o futebol nacional: o Campeonato Brasileiro de 1985. Contra tudo e contra todos, o Brasil venceu equipes como o poderoso Flamengo, do craque Zico, e ficou na terceiro colocação do campeonato nacional daquele ano.

Depois disso, muitos altos e baixos marcaram o clube. De idas à segunda divisão estadual a importantes colocações no Campeonato Gaúcho, faltava ao Brasil algo que mudasse o rumo da sua história. E isso, em 2004, aconteceu. Um jovem treinador chegou ao Bento Freitas e com a missão de recolocar o time na primeira divisão. Fez mais do que isso. Encantou o estado com uma equipe organizada e competitiva. Certamente ele teve o apoio de um artilheiro que era fantástico. Claudio Milar, o ídolo Xavante, fez, naquele ano, o que jamais outro jogador conseguira fazer até hoje: marcar 34 gols em uma competição da Federação Gaúcha de Futebol. Fora de campo, a Maior e Mais Fiel já entrou campeã, tamanha festa e devoção por este clube.

Mas o destino maculou o sorriso dos Xavantes, novamente. Em 2009 nos tirou vidas e nos mostrou que, mesmo arduamente, cada gota de suor derramada seria logo recompensada. E a recompensa veio novamente pelas ideias de Rogério Zimmermann, o jovem treinador de 2004. Ele retornou ao clube em 2012 e a sintonia entre a torcida Xavante e o técnico é tanta que, mesmo não conquistando o acesso naquele ano, havia um clima de que novos rumos estavam chegando. E chegaram.

Rogério montou um time competitivo, organizado, com a sua cara. E o Brasil apostou na continuidade, nos projetos em longo prazo. O presidente do clube, Ricardo Fonseca, não parou um segundo em busca de retomar a organização administrativa do clube e sanar um dos principais problemas do clube do interior: as finanças. Jamais se esquecendo do futebol. Deu carta branca ao treinador e ele, uma espécie de Deus das Glórias na Mitologia rubro-negra, encheu a tão sofrida torcida de alegria. O Brasil não só voltou ao Gauchão, como foi Campeão do Interior.

Reconquistada a vaga na Série D do Brasileiro, o Brasil partiu para duelos que, no papel, assustavam. Mas os guerreiros, como bravos lutadores, venceram o campeão paulista e o campeão paranaense e mais uma porção de tradicionais clubes brasileiros. Recuperou a sua vaga na Série C, tirada de forma polêmica nos tribunais desportivos, conquistou a primeira final nacional do futebol pelotense e agora se prepara para buscar um troféu de campeão brasileiro.

Certamente, depois de tantas histórias de devoção da Maior e Mais Fiel ao seu clube de coração, a taça é apenas mais um elemento desta festa. O Brasil crava, mais uma vez, o seu nome na história. Não faltará luta. Não faltará superação. A cada jogador, a missão de jogar como nunca. A cada torcedor, a missão de apoiar como sempre. Prepare seu coração, suas superstições e tenha muita fé, porque, como diz o hino Xavante, nós este ano vamos vencer.  Que venha a taça, mas principalmente que venham esses guerreiros, porque a festa, em Pelotas, está garantida desde.

O Brasil já superou a perda de seus ídolos. Já suportou os erros de arbitragens que lhe tiraram títulos. Já enfrentou batalhas com guerreiros lesionados. Desta vez encarará mais um desafio cheio de dificuldades. Mas cada um que entrar em campo irá, certamente, respirar fundo e relembrar tudo o que passaram até o momento e, na sua memória, irá aflorar um Bento Freitas lotado de torcedores apaixonados e todos os esforços que a Maior e Mais Fiel faz pelo clube. Seus ouvidos só relembrarão do som das batidas dos tambores da torcida. Seus olhos olharão para apenas um horizonte: a glória. Nós estamos preparados para fazer história e você, torcedor Xavante? Chegou a nossa hora, nós este ano vamos vencer.

FOTO: Italo Santos & Carlos Insaurriaga / GEB

Jonathan Silva
Assessoria de Imprensa GE Brasil
Axact

Canguçu Sports

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