Brasil joga bem, cria as melhores chances do jogo, mas sofre gol no final e perde jogo no Beira Rio

No palco gaúcho da Copa do Mundo 2014, Brasil e Inter protagonizaram um jogo a altura. Não foi uma simples partida, foi um grande jogo de futebol. Embora o resultado não tenha sido positivo - vitória de 1 a 0 do Inter - o Brasil mostrou o porquê está no topo da tabela do Gauchão 2014. Teve as melhores chances da partida, marcou incansavelmente e arrancou elogio da crítica esportiva do estado. Depois do revés, o rubro-negro volta a campo na próxima quinta (6), às 19 horas, no Bento Freitas, onde enfrenta o Juventude.

Engana-se quem pensa que o jogo seria ataque contra defesa - no caso o melhor ataque, contra a melhor defesa. O Brasil começou atacando o Inter, ocupando os espaços do campo e fazendo um belíssimo primeiro tempo. Aliás, os quarenta e cinco minutos iniciais foram dignos de um confronto entre os líderes do Grupo A do Gauchão 2014. O Brasil protagonizou o lance mais perigoso do jogo: um chute longe de Washington, que passou raspando a trave direita de Dida.

O segundo tempo manteve o ritmo acelerado e, assim como a primeira etapa, foi o Brasil quem teve as melhores oportunidades. Fernando Cardozo quase abriu o placar, mas foi Wellington Paulista quem balançou as redes e deu a vitória aos donos da casa. A etapa complementar foi marcada, ainda, por um pênalti não marcado pelo árbitro Márcio Chagas da Silva, a favor do Brasil.

Com 19 pontos na tabela, o Brasil segue na vice-liderança do Grupo A e depende de si para conseguir a classificação às quartas de final do Gauchão.

O JOGO

A atmosfera antes da partida era digna de Copa do Mundo. Estádio moderno, reformado, dispondo de muita tecnologia. Tudo conforme determina o tão falado "padrão FIFA". E o primeiro tempo não decepcionou os presentes no Beira Rio.

Logo aos 2 minutos, Márcio Hahn chutou para o gol, depois de Washington escorar de cabeça. A bola saiu sobre o gol de Dida. Aos 6, Hahn tocou para Alex Amado. O baixinho dominou a bola, puxou para o meio do campo e bateu para o gol. A bola desviou em Gilberto e Dida conseguiu fazer a defesa. Aos 15, foi a vez de D'Alessandro tentar um chute, da entrada da área, que se perdeu sobre o gol de Luiz Muller.

Brasil e Inter protagonizaram, aos 17 minutos, dois lances de sacudir o torcedor no Beira Rio. Primeiro o rubro-negro pelotense assustou os donos da casa. Márcio Hahn lançou Alex Amado. O baixinho, como uma flecha, venceu a zaga colorada em velocidade, mas Dida abandonou o gol, correu e conseguiu chegar antes do atacante Xavante, mandando a bola para longe. A resposta do Inter veio com Alex. O meia invadiu a área e tentou driblar Luiz Muller. A Muralha Xavante, com toda experiência, não caiu na ginga do camisa 12 colorado, se manteve em pé e fechou o ângulo do jogador do Inter, que tentou o chute, mas mandou a bola sobre o gol.

Aos 20, o Brasil fez boa jogada no ataque. Márcio Hahn tentou chutar de longe, a zaga colorada rebateu e a bola sobrou para Washington, de frente para o gol de Dida. O camisa 8 Xavante dominou a bola e percebeu a chegada de Aránguiz. Com categoria, ele colocou a bola entre as pernas do chileno e foi derrubado. Na cobrança da falta, Evaldo encheu o pé e a bola desviou na barreira, perdendo-se pela linha de fundo. No escanteio, Wender colocou a bola na cabeça de Léo Dias. Ele tentou o cabeceio, mas a bola acabou sobrando para Alex Amado. O baixinho pulou e, de voleio, mandou a bola para o gol de Dida. Caprichosamente, ela beijoi a trave esquerda do goleiro colorado, sacudindo os 250 guerreiros Xavantes nas arquibancadas do Beira-Rio.

Aos 23, Edu Silva cobrou lateral e Washington desviou de cabeça, a bola foi na direção do gol, mas Dida conseguiu a defesa. Aos 24, Fabrício fez boa jogada pela esquerda de ataque, cruzou para a área e a zaga do Brasil afastou para lateral. Na cobrança, a bola chegou até a pequena área de Luiz Muller, onde Cleiton, atento, mandou para escanteio. Aos 28, Alex cobrou falta frontal, com perigo, e Luiz Muller, a Muralha Xavante, fez uma grande defesa. D'Alessandro lançou, aos 31 minutos, Aránguiz, que, dentro da área, concluiu mal.

O lance mais perigoso da primeira etapa foi do Brasil. E ele ocorreu aos 38 minutos. Washington tabelou com Márcio Hahn e de longe, muito longe, mandou uma bomba para o gol de Dida. O goleiro colorado se jogou na bola, mas não alcançou. Entretanto, ela caprichosamente raspou a trave direita dele e se perdeu pela linha de fundo. No último lance da primeira etapa, Fabrício, aos 47, chutou rasteiro, sem perigo para o gol de Luiz Muller.

O segundo tempo começou com D'Alessandro cobrando escanteio e Rafael Moura cabeceando sobre o gol de Luiz Muller, logo aos  2 minutos. Um minuto depois, o Brasil sacudiria mais uma vez a torcida Xavante, no Beira Rio.  Edu Silva cobrou falta no meio do campo, a zaga colorada não marcou Fernando Cardozo e, sozinho, o zagueiro cabeceou pelo lado esquerdo de Dida. O goleiro do Inter, parado, já vencido, só acompanhou o lance.

Aos 10, o Brasil estava pressionando os donos da casa e, em um escanteio, a bola ficou no bate e rebate dentro da área, até que Evaldo chutou para o gol e a bola bateu na mão do lateral Gilberto. Pênalti que o árbitro Márcio Chagas da Silva não marcou. Aos 28, Washington arriscou de fora da área e Dida fez boa defesa. Aos 38, novamente Dida defenderia um chute de fora da área do Brasil. Desta vez, o atacante Dinei foi quem tentou a conclusão.

Mas um minuto depois, aos 39, um lance que decretou a injustiça no placar. Fabrício foi lançado dentro da área e cruzou para Wellington Paulista escorar para o fundo das redes. O Inter conquistava a vitória em um jogo extremamente equilibrado, em que o Brasil teve as melhores oportunidades. E assim terminou o jogo. No palco gaúcho da Copa do Mundo, o Brasil mostrou as suas credenciais: garra, raça e bom futebol.

FOTO: Italo Santos / GEB

Jonathan Silva
Assessoria de Imprensa GE Brasil
Axact

Canguçu Sports

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