Marcelo Régua/CPB/MPIX
Josemarcio durante partida de goalball nas Paralimpíadas 

As Paralimpíadas Escolares 2013 chegam ao fim nesta sexta-feira, 29, em São Paulo. A cerimônia de encerramento será às 18h, no Parque Anhembi. O evento revela talentos para o futuro do país no esporte paralímpico, além de ser a porta de entrada de muitos dos participantes para o mundo esportivo. Neste ano não foi diferente. Além de alguns jovens brasileiros que já frequentam as seleções principais do Brasil, a competição também mostrou algumas caras novas que podem render medalhas em mundiais e Jogos Paralímpicos à delegação brasileira.

A edição 2013 do maior evento escolar paralímpico do mundo começou na segunda-feira, 25, e contou com a participação de cerca de 1.300 atletas que representaram 25 Estados brasileiros, o Distrito Federal, e até representantes do Reino Unido. A delegação britânica contou com 22 atletas, convidados pelo Ministério do Esporte como parte da aproximação entre Brasil e Grã-Bretanha para troca de conhecimentos no desporto paralímpico.

“O alto número de participantes nas Paralimpíadas Escolares nos dá uma boa perspectiva de renovação nas modalidades disputadas aqui em São Paulo ao longo desta semana. Para se ter uma ideia da quantidade de atletas novas surgindo, nós realizamos 300 classificações funcionais, que determina em qual classe o competidor disputará medalhas. É um número incrível, que precisamos celebrar. Soma-se a isto, o fato de termos aqui a presença do Mateus Evangelista, de Rondônia, e a Verônica Hipólito, de São Paulo, que já fazem marcas relevantes no cenário internacional, e ainda estão em idade escolar”, comentou Edilson Alves, o Tubiba, diretor técnico do Comitê Paralímpico Brasileiro.

Entre os que se destacaram, está a fluminense Mariana Ribeiro, 18. O ano de 2013 foi o primeiro e último em uma Paralimpíadas Escolar para a nadadora. Natural de Itaboraí (RJ), ela entrou no esporte paralímpico há seis meses depois de passar mais de três anos sem nadar. Mariana descobriu que sofria com a Síndrome de Chiari, que afeta coordenação motora e equilíbrio, entre outras coisas. “Tinha 14 anos quando descobri. Então parei de nadar porque, de vez em quando, desmaiava, e era perigoso estar dentro de uma piscina. Mas melhorei com o tratamento e voltei a nadar há seis meses”, resumiu.

Mariana já nadava e competia antes de descobrir a doença, então o retorno foi mais uma readaptação ao esporte com a condição de saúde. Em São Paulo, ela mostrou que pode ser um grande nome na classe S10. Nas três provas que disputou – 100m costas, 100m livre e 50m livre -, venceu todas. “Quero continuar nadando, mas sei que tenho que passar por um dia de cada vez, sem pular etapas”, disse a nadadora, que tem como ídolo um grande nadador paralímpico brasileiro: Andre Brasil. “Junto com César Cielo, o Andre é um nadador que admiro e tento me espelhar nos dois”, contou.

O paraense Josemarcio da Silva Sousa, 18, nasceu com tanta aptidão para o esporte paralímpico que, nas Paralimpíadas Escolares, decidiu competir em duas modalidades: no atletismo e no goalball. Na primeira, levou um ouro nos 100m (classe T13), já na segunda, ficou com o quarto lugar, após seu time perder para o São Paulo por 6 x 4.

Vindo de uma família com dez irmãos, onde três, incluindo ele, nasceram com atrofia óptica, Josemarcio tem pouco mais de 35% da visão. Até os 25, não estará enxergando mais. Mas isso não é um problema para ele. Bem encaminhado no esporte, principalmente no goalball, o garoto diz que está se preparando para o dia em que não conseguirá mais ver.

A primeira recompensa e o primeiro passo rumo ao Rio do esforçado garoto de Santa Maria do Pará veio há seis meses, quando foi convocado para a seleção brasileira adulta de goalball, atual vice-campeã paralímpica. Josemarcio, aliás, se despede hoje das Paralimpíadas e segue para Jundiaí, onde, novamente, irá passar por uma semana de treinamento com o time principal do Brasil. “Gosto de atletismo, mas meu forte mesmo é o goalball. Sou apaixonado pelo esporte e a oportunidade de estar na seleção é maravilhosa. Vou me dedicar para sempre ser convocado e jogar ao lado dos melhores”, diz.


Goalball
A sexta-feira foi de alegria para as equipes de goalball do Rio de Janeiro. O Estado ficou com o ouro tanto no feminino quanto no masculino. Entre as mulheres, as cariocas venceram o Espírito Santo por 8 x 5. Minutos depois de ouvir a equipe feminina sair de quadra comemorando, o time masculino superou o Distrito Federal em 9 x 4 e subiu ao ponto mais alto do pódio.


As Paralimpíadas Escolares são realizados pelo Comitê Paralímpico Brasileiro (CPB) em parceria com o Governo do Estado de São Paulo, por meio da Secretaria dos Direitos da Pessoa com Deficiência, e com a Prefeitura da capital paulista.


Assessoria de Imprensa do Comitê Paralímpico Brasileiro nas Paralimpíadas Escolares


Parceiros Canguçu Sports

      

             

Axact

Canguçu Sports

Canguçu Sports é um blog portal voltado para as notícias esportivas da cidade de Canguçu e Zona Sul do estado do Rio Grande do Sul, criado em 2008 com intuito de facilitar a inclusão esportiva e na mídia digital é parte integrante da empresa BR PRESS. E-mail : editorresponsavel@gmail.com

Deixe um comentário:

0 comments: