Nova geração: Talisson Glock (e), Roberto Alcade e Matheus Rheine mostram as medalhas conquistadas
Nova geração


O Brasil teve uma ótima participação no Mundial de Natação Paralímpica, encerrado em Montreal, no Canadá, na noite deste domingo, 18, e terminou em sexto na classificação geral. Ao todo, foram 26 medalhas, sendo 11 de ouro, nove de prata e seis de bronze. A delegação brasileira repete, desta forma, o número de pódios alcançados do último mundial, em Eindhoven, na Holanda, em 2010, quando terminou na quinta posição.
As conquistas brasileiras em Montreal foram comemoradas pelo presidente do CPB (Comitê Paralímpico Brasilleiro), Andrew Parsons. Para ele, o resultado mostra que o Brasil se firmou no topo da tabela na natação. “Nossa participação foi dentro das nossas expectativas. Na nossa avaliação, o Brasil se consolidou como uma das grandes potências do esporte”, disse.
Embora tenha repetido a quantidade de conquistas neste Mundial, o Brasil teve aumento no número de campeões. Em 2010, apenas Andre Brasil e Daniel Dias apareceram no ponto mais alto do pódio. Em Montreal, Daniel foi o responsável por seis ouros, Andre, três. Mas seus triunfos se somaram ao da gaúcha Susana Schnarndorf, nos 100m peito, classe SB6, e do gaúcho Roberto Alcalde, nos 100m peito (SB5).
O Mundial também serviu para mostrar os novos talentos do país, como Roberto Alcalde, o catarinense Matheus Rheine, prata nos 400m livre e bronze nos 100m livre (S11); e Talisson Glock, prata nos 200m medley (SM6) e nos 50m livre (S6). Os três são esperanças do Brasil para as Paralimpíadas do Rio de Janeiro, em 2016. “Estão amadurecendo na hora certa. O número de medalhas está crescendo e a esperança é que, em 2016, elas continuem chegando”, projetou Parsons.
As medalhas alcançadas pelo Brasil (lista, abaixo) são o resultado do esforço e do trabalho que a seleção brasileira de natação têm feito neste começo de ciclo olímpico. Em julho, os atletas passaram dez dias na cidade de La Loma, no México, fazendo treinamentos em altitude. O nadador Roberto Alcalde lembrou o quanto os treinos foram fortes, mas mostrou, com a conquista do ouro, o quanto o trabalho foi necessário. “Aqueles treino foram sofridos, pesados, mas foram muito importantes”, disse, logo depois de ter conquistado sua medalha, na noite de sexta-feira, 16.
O treinamento em altitude é apenas uma das medidas que beneficiam a natação paralímpica brasileira. Outros programas, aliás, ajudam não apenas a natação, mas também outras modalidades paralímpicas. “Esses programas feito sob medidas para os atletas fazem diferença. São projetos como o programa das Loterias Caixa, o Time São Paulo, Time Rio, Bolsa Atleta. Enfim, eles são o caminho certo para os atletas de altíssimo rendimento”, observou Parsons, lembrando alguns dos principais projetos que alçam os atletas paralímpicos aos pódios.
Na delegação que representou o Brasil no mundial, cinco atletas são do Time São Paulo: Daniel Dias, Andre Brasil, Talisson Glock, Matheus Silva e Carlos Farrenberg. O Time Rio tinha cinco representantes: Caio Oliveira, Phelipe Rodrigues, Edênia Garcia, Susana Schnarndorf e Camille Cruz.
O Time São Paulo é uma parceria do CPB com a Secretaria de Estado dos Direitos da Pessoa com deficiência de São Paulo, que apoia 41 atletas de nove modalidades. O Time Rio é uma parceria do CPB com a prefeitura do Rio de Janeiro.
siconvA participação brasileira no Mundial de Montreal foi custeada por um convênio com o Ministério do Esporte. A parceria, que também financiou a equipe de atletismo em Lyon, no Mundial da modalidade, ainda abarca outras 13 modalidades.
A delegação com os atletas brasileiros que participaram do Mundial chegam ao Brasil nesta terça-feira, 20. Todos eles retornam ao país pelo aeroporto de Guarulhos, em São Paulo.
No primeiro grupo, com chegada prevista às 7h10, no voo TAM 8113 (via Cidade do México), entre outros, estão os medalhistas Adriano Lima, Clodoaldo Silva, Daniel Dias, Joana Neves, Matheus Rheine, Andre Brasil, Phelipe Rodrigues, Roberto Alcalde, Ronystony Cordeiro, Ruiter Silva, Susana Schnarndorf e Talisson Glock. Às 10h55, no voo Air Canada 0090 (via Toronto), chegam os demais atletas e treinadores.
O jornalista Rafael Moura, da assessoria de comunicação do Comitê Paralímpico Brasileiro, estará no aeroporto no dia do desembarque para atendimento à imprensa. Para maiores informações, ligar no telefone (61) 8161-9271.
Medalhas do Brasil no Mundial
Ouro
200m livre, S5, masculino – Daniel Dias
100m livre, S5, masculino – Daniel Dias
200m medley, SM5, masculino – Daniel Dias
50m costas, S5, masculino – Daniel Dias
50m livre, S5, masculino – Daniel Dias
100m borboleta, S10, masculino – Andre Brasil
100m livre, S10, masculino – Andre Brasil
50m livre, S10, masculino – Andre Brasil
100m peito, SB5, masculino – Roberto Alcalde
100m peito, SB6, feminino – Susana Schnarndorf
Revezamento 4×50 livre, masculino (20 pontos)
Prata
100m costas, S10, masculino – Andre Brasil
200m medley, SM10, masculino – Andre Brasil
200m medley, SM6, masculino – Talisson Glock
100m livre, S6, masculino – Talisson Glock
400m livre, S11, masculino – Matheus Rheine
50m borboleta, S5, masculino – Daniel Dias
50m livre, S10, masculino – Phelipe Rodrigues
50m costas, S4, feminino – Edênia Garcia
Revezamento 4×100 livre (34 pontos)
Bronze
100m livre, S10, masculino – Phelipe Rodrigues
100m livre, S11, masculino – Matheus Rheine
400m livre, S6, feminino – Susana Schnarndorf
200m livre, S5, feminino – Joana Neves
50m borboleta, S5, feminino – Joana Neves
50m livre, S5, feminino – Joana Neves
Assessoria de Imprensa do Comitê Paralímpico Brasileiro
Axact

Canguçu Sports

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